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	<title>Sinceramente eu &#8211; Sinceramente, eu</title>
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	<description>Um blog sobre tudo e nada</description>
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	<title>Sinceramente eu &#8211; Sinceramente, eu</title>
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		<title>As cartas que eu nunca enviei – I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Oct 2020 02:00:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[O passado reside em nós]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[Querido W: Não sei como tudo acabou assim. Em um pequeno instante, o mundo se]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Querido W:</strong></p>



<p>Não
sei como tudo acabou assim. Em um pequeno instante, o mundo se afogou em mágoas
e cada momento que vivemos foi transformado em pó. Ao menos, foi essa a
sensação que eu tive quando te encontrei e você nem se deu o trabalho de me
cumprimentar. Seu olhar atravessou meu corpo com tanta insignificância que
pensei que, se eu fosse uma estranha, você teria prestado mais atenção às lágrimas
que berravam ao mundo a dor que eu mal suportava carregar.</p>



<p>A
dor, tão aguda quanto salgada, corroeu meus pensamentos de maneira cíclica.
Nesse carrossel de sentimentos não havia diversão: apenas a vontade de vomitar
todas as mentiras que você me vendeu. O quanto eu era única. O amor infinito
que você tinha por mim. E as promessas tão grandes que eu acreditei tão
cegamente. Para mim, eu já tinha conquistado o mundo: eu já tinha você. Para
você, o mundo era todo o resto, tudo onde não havia mais eu.</p>



<p>Não
sei quando eu percebi que você simplesmente esqueceu. Ou fingia esquecer.
Durante um bom tempo eu sentia seus pensamentos como fantasmas que me seguiam.
Você não me queria mais, mas não me deixava ir. O orgulho de se sentir
desejado. A luxúria de um passado que você desejava, mas que não tinha coragem
de assumir. As saídas tão fáceis criadas em sua mente, com os vilões que você
desenhou na sua própria sombra. </p>



<p>Você
devastou o jardim da minha casa e ainda disse que a destruição tinha sido
minha. Deixou-me sozinha com a falsa esperança de futuro. Foi para longe e
ainda encontrou uma forma de assombrar meus dias. Talvez fosse vingança. Hoje,
penso que era apenas egoísmo.</p>



<p>Consigo
ver como toda sua foi história previsível: as saídas nos mesmos locais. As
mesmas canções. E as tão conhecidas desculpas pequenas para se aumentar e reduzir
os demais. E ainda vivendo os nossos sonhos como se fossem apenas seus.
Querendo ainda destruir o meu futuro com mentiras tão assustadoras que me pego
pensando se você realmente acreditava que eu te amaria para sempre. Porque eu,
durante algum tempo, na ignorância da juventude, acreditei.</p>



<p>Há situações que eu vou levar para sempre comigo. Não com mágoa. Não com carinho. Apenas com tristeza de saber que aquela pessoa que eu tanto amei nunca mais existiu. E apenas com a felicidade de saber que suas escolhas foram as melhores possíveis para mim.</p>
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		<title>Trem das nove e três</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/trem-das-nove-e-tres/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2020 12:02:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[Eu estava atrasada. Enquanto isso, eu olhava para os trens que passavam ansiosamente, como se]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu estava atrasada. Enquanto isso, eu olhava para os trens que passavam ansiosamente, como se isso fosse suficiente para fazer com que eles corrigissem a minha falta de planejamento. Naquele dia, o despertador tinha falhado, e os minutos que fiquei a mais na cama foram responsáveis por uma hora perdida entre alarmes que não deveriam ter sido desligados.</p>



<p>O trem, então, chegou. Enquanto a multidão descia, empurrando sem medo quem quisesse entrar, eu te vi na janela. Veio então um estranhamento conhecido, como se encontrar aquele olhar já fizesse parte da minha vida. E então, seus olhos azuis decidiram que havia algo em mim para ser visto. Não consegui desviar o olhar, mas você piscou, esboçou um sorriso e olhou para frente, voltando para seu mundo &#8211; um mundo em que eu não existia.</p>



<p>O ar me faltou por alguns instantes. Ajeitei minha mochila, subi as escadas e quase fui vítima da porta que subitamente se fechou. Ainda consegui ouvir a gravação que indicava que a direção que eu escolhi era Greenwich, mas a partir dali, o barulho se tornou meu silêncio, replicando aquelas cenas tão esquisitas que eu já tinha visto acontecer nos filmes.</p>



<p>Fui ganhando espaço entre as pessoas para chegar até o vagão em que você estava. A força que me arrastou foi inacreditável. Era como se eu tivesse que estar ali, perto de você, mesmo que eu não conseguisse entender o que estava acontecendo. Segurei-me na barra, trouxe minha mochila para frente e puxei meu celular para ver as horas. O relógio me respondeu com um brilho único: 9h03. É, eu realmente estava atrasada.</p>



<p>O trem docemente arrancou da estação, e eu me dei conta de que nunca estive ali naquele horário. Sempre fui pontual. Sempre cheguei antes aos lugares. Sempre fui daquelas que abria as portas do escritório e encerrava o expediente com um sorriso no rosto pela satisfação de ser a primeira e a última ao mesmo tempo. Só que eu estava fora da minha zona de conforto, estava uma hora atrasada do horário que eu gostava de chegar &#8211; só que estava prestes a passar 10 minutos com você. E tudo isso me trouxe um contentamento desigual, uma recompensa em um dia atípico, que tinha começado errado.</p>



<p>Fiquei pensando se eu deveria sentar perto, puxar conversa ou apenas me aproximar. Não havia tantas pessoas entre nós, mas eu não consegui: fiquei ali mergulhada naquele oceano que brilhava na minha frente. Eu tinha me perdido no seu olhar. Você estava conversando com alguém e, enquanto isso, eu só ficava pensando se eu já tinha visto olhos tão azuis quanto os seus.<br>Então, você sorriu. Eu olhei para o lado e voltei meus olhos para você. E novamente nossos olhares se cruzaram e se perderam.</p>



<p>Pensei em onde eu estava com a cabeça em tudo isso. Logo eu, tão tímida, admirando um estranho no trem. Só que não era um estranho. Era um desconhecido tão familiar quanto meu próprio retrato no espelho. Era um desconhecido que todas as células do meu corpo reconheceram. Era um desconhecido que fez meu coração pular na boca, que roubou a minha respiração e que me fez sonhar acordada com tanta profundidade que eu poderia ter escrito um livro inteiro sobre aquele momento.</p>



<p>Abaixei minha cabeça por um instante, tentando recobrar a minha consciência, que certamente tinha desaparecido. Forcei o ar aos pulmões e sem eu mandar, minha atenção se voltou novamente a você. E desta vez, era você quem me olhava. E o encantamento nem pode ser quebrado pela gravação que me avisava de que a minha estação destino seria a próxima. Ou eu ouvi ela falar que meu destino era você?</p>



<p>Sorri. Foi um sorriso daqueles de leve, tímidos, que trazem aos olhos todas as fantasias que conseguimos inventar e toda a felicidade que pode surgir se elas se tornarem reais. E você sorriu para mim. Retornou a gentileza de maneira tão dócil que encheu meu coração de alegria. Meu dia, minha semana, enfim, a minha vida tinha valido a pena por causa do movimento suave e abrupto de seus lábios. Os segundos mais demorados que já vivi.</p>



<p>Gostaria de ter te dado meu número, mas não o fiz. Levantei a mão, acenei um tchau retraído e vislumbrei mais uma vez seus olhos. A multidão entre nós até tentou esconder, mas você sussurrou &#8220;te vejo amanhã?&#8221; e aquele convite recebeu como resposta apenas um olhar que já revelava tudo que estava prestes a acontecer.</p>



<p>Desci do trem, parei, respirei fundo e observei a janela novamente. Mesmo pelo vidro, seus olhos tinham um brilho inesquecível, o qual fazia par perfeito com o sentimento que me afogava e deixava sem fôlego naquela estação. O mundo realmente parou e eu não conseguia me mexer, mas a minha paralisia temporária decidiu ceder espaço e consegui observar o trem seguindo seu caminho, com você nele.</p>



<p>Desde então, eu chego atrasada no trabalho muitos dias. Alguns dias, chego consideravelmente mais tarde. Em outros, saio na escuridão do dia que nem ainda é dia para ir ao encontro da estação &#8211; e de minha frustração.</p>



<p>Já percorri todos os vagões. Já fiz a travessia sentada observando todos os passageiros que aguardavam para entrar. Já me aninhei no mesmo banco em que te conheci para ver se conseguia alguma outra conexão. E nada aconteceu: você nunca mais apareceu no mesmo trem que eu. Você nunca mais apareceu.</p>



<p>É difícil imaginar que apenas 10 minutos, algumas olhadas e uma conexão instantânea podem fazer tanta diferença em quem somos e nos nossos sonhos. Acredite, eu sei, porque faz dois anos que seus olhos me perseguem à noite e me contagiam durante o dia, inundando meu mundo com a tristeza do acaso e com a alegria repentina de saber de que eles estão por aí, em algum lugar, como estrelas distantes que enfeitam o céu com luzes cintilantes e extremamente quentes. Eu sei que eles estão por aí.</p>



<p>Apesar de que eu nunca mais ter encontrado nada parecido, eu tento me convencer de que foi melhor assim. De que a perfeição do que nunca aconteceu (ou de tudo que aconteceu) jamais poderá ser superada. E de que assim, eu posso apenas lembrar daquele abismo que me sugou com a mesma intensidade e que eu posso fitar eternamente para aquele azul infinito, paralisante e que deu sentido ao que eu nem sabia que existia&nbsp;  &#8211; para isso, basta fechar os olhos, sonhar acordada e entrar no trem às 9h03. </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>O que você deixou</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/o-que-voce-deixou/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 18:57:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[A primeira sensação foi de vazio.&#160; Aquela incompletude de um amor tão grande e com]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>A primeira sensação foi de vazio.&nbsp;</strong></p>



<p>Aquela incompletude de um amor tão grande e com grande potencial, que foi desperdiçado como um guardanapo nem utilizado que, apenas por estar à mesa, ganhou o mesmo destino de todos os outros dejetos sujos e inservíveis.</p>



<p><strong>Depois, veio a infelicidade.</strong></p>



<p>A rejeição do sentimento inseguro, que não encontra em si nada além da ironia de ser egocêntrico, fingindo um carinho que se confunde com vaidade.</p>



<p><strong>As lágrimas, então, apareceram.</strong></p>



<p>Isolada em meu quarto, vi-me isolada de um mundo irreal que construí em meus sonhos. Planos, passeios, viagens, almoços e horas de ócio ao seu lado. Uma vida inteira vivida em mentiras&nbsp;que passaram como um filme em minha mente.</p>



<p><strong>Os berros se apoderaram de meus pulmões.</strong></p>



<p>A dor apoderou-se de meu corpo e irradiou para cada extremidade. A água sufocou minha garganta e se transformou em sons que agarraram toda a casa. Borboletas negras voaram longe e deixaram sua sombra me abraçando.</p>



<p><strong>Foi quando o cansaço juntou-se à carne.</strong></p>



<p>Os olhos pesados de assumir a perda. Encharcados de fracasso, fitando um presente que não reconheço. Vergões que tentam enxergar uma saída mais rápida. A força que me falta é a vida que me fica.</p>



<p><strong>Então, cansado, meu corpo deitou-se&nbsp;em sua cama de lamentações.</strong></p>



<p>Encolhi-me para proteger-me da tremedeira que girou minha cabeça. Escolhi que seria apenas por um dia. Chorei como uma criança que se viu sozinha no mundo. Mas de toda a mágoa ressurge um coração mais preparado.</p>



<p><strong>E uma noite foi suficiente para levar embora as memórias de um amor ingrato.</strong></p>



<p>A renúncia do que não é necessário libertou uma alma. De olhos abertos, fitei exatamente o que precisava. Sua maneira voraz de destruir qualquer beleza passou a ser conhecida. Sem você, eu me liberto do que eu sinto mais medo.</p>



<p><strong>Tóxico como um veneno que finge ser perfume.</strong></p>



<p>Pensar na sua presença me revira o estômago. Atitudes mesquinhas que me tiram o sono. Não quero mais absurdos revestidos de mentiras. Suas ligações apenas repetem as mesmas palavras.</p>



<p><strong>E iludia uma menina que não te amava em segredo.</strong></p>



<p> O vazio que você deixou já foi completado pelo nada. Nada é o que você deixou, nada é o que você vai levar. Sua memória será esquecida nas linhas deste pequeno escrito para viver para sempre apenas nos meus cadernos. Só porque as minhas palavras realmente valem alguma coisa. </p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Multidão e solidão</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/multidao-e-solidao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2019 02:07:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[No meio das multidões, onde pessoas se encontram e se identificam, é onde eu me]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No meio das multidões, onde pessoas se encontram e se
identificam, é onde eu me sinto mais sozinha.</p>



<p>Como se eu não estive ali. Como se a minha presença
não fosse desejada. E assim, eu me sinto completamente só.</p>



<p>As pessoas atravessam meu corpo. Ignoram minha alma.
Não querem confraternizar com meu sorriso, que escasso e abandonado, cansa-se
de brilhar sem retorno, dando espaço para este sentimento tão apertado.</p>



<p>A vontade de ir embora é grande, mas eu fico. Eu fico
com o resto pisoteado, com a vaidade destruída, com a esperança falha.</p>



<p>Com a inocência serena de quem imagina que o futuro
reserva novidades. Com a certeza de que elas se mostrarão insuficientes.</p>



<p>E o vazio me persegue. Ele me encontra nos lugares
cheios. Abraça-me e me acompanha, engolindo meus olhos cansados.</p>



<p>Consome esta alma inquieta, que devora o orgulho e
permanece para ser pisoteada. Sozinha no meio de todos. Sozinha enquanto
observa a beleza da vida alheia. </p>



<p>Quisera eu que a solidão fosse uma escolha, e não uma
consequência. Difícil pensar que não seria.</p>



<p>A resposta dos inaptos é imergir na amargura da
inexistência. Quase uma presença, mas tão falha quanto a ausência absoluta. Não
há aconchego; há apenas desespero.</p>



<p>Seria a resposta calar-se por inteiro? Quando estar é necessário, a alma se esconde em lugares inabitados. O corpo fica e enfrenta olhares contra o vento. Fingir é esperado mesmo quando você nunca é convidado.</p>



<p>As velhas amarras sociais que lhe roubam a serenidade. Tentar novamente ser amado para sentir o gosto amargo do rejeito. O abraço renegado. O sorriso não retribuído. A presença indesejada. A solidão que me persegue.</p>



<p>Enquanto há pessoas, a paz não existe. Apenas a luta constante e o sentimento que não vai embora. Olhares tristes se escondem nos sorrisos que se empenham e se cansam. E se misturam com as lágrimas no banheiro, as quais ninguém nunca vê.</p>




]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>O som da tua voz</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/a-som-da-tua-voz/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Apr 2019 22:07:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[O som da tua voz enobrece meu espírito O vazio do aconchego das memórias que]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O som da tua voz enobrece meu espírito</p>
<p>O vazio do aconchego das memórias que se repetem em minha cabeça</p>
<p>Nos labirintos que enganaram os meus medos e levaram minha segurança</p>
<p>Sentada na sala e escondida no banheiro</p>
<p> </p>
<p>As palavras ecoam como o vento dançando o carro na beira da estrada</p>
<p>A fragilidade que penetra o meu mundo, mesmo quando ele era inteiro</p>
<p>A sua mania incessante de me olhar por meio do espelho</p>
<p>E mesmo ouvindo minha voz, sem nunca dizer ao menos meu nome</p>
<p> </p>
<p>Pois a tua imagem é a sonora dos sonhos confundidos</p>
<p>Que se lembram dos abraços curtos e das piadas arranjadas</p>
<p>Na escuridão eu te encontro e nesse encontro, encontro o fim em mim mesma</p>
<p>Nas saudades das noites abundantes de beijos e sossegos</p>
<p> </p>
<p>Mas se a esperança em si afoga as lembranças de um ano inteiro</p>
<p>Posso confessar que as marcas permanecem por uma vida</p>
<blockquote>
<p>Há esperanças para o amor solitário na madrugada?</p>
<p>Ou somos apenas tolos buscando sentidos nos lugares errados?</p>
<p> </p>
</blockquote>
<p>Os sussurros esquecem as feridas inteiras</p>
<p>Que sangram aos sons que emanam das ruas</p>
<p>O silêncio respaldou as ideias costumeiras</p>
<p>Enquanto isso, meu coração aguarda notícias suas</p>







]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Irrealidade ilógica</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/irrealidade-ilogica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 13 Feb 2019 01:07:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
		<category><![CDATA[boechat]]></category>
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					<description><![CDATA[Irrealidade ilógica Há momentos em que as palavras engasgam na garganta. Momentos como hoje, quando]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Irrealidade ilógica</strong></p>



<p>Há momentos em que as palavras engasgam na garganta.
Momentos como hoje, quando o presente explodiu ao colidir com um caminhão,
resultando no silêncio ensurdecedor que calou uma legião com a certeza que não
haverá futuro. Histórias que se cessam banhadas em fogo, destruindo almas
impróprias com suspiros ofegantes e desorientados. E que por fim, repousam
longe e são regadas pelo sofrimento alheio, que enxerga naquele paradoxo a exatidão
da vida e a imperfeição do destino.</p>



<p>Esperanças são devoradas. E o medo vagueia os pensamentos. A
certeza da incerteza, a possibilidade da impossibilidade. Tudo parece cruel e
voltar ao tempo se torna a fórmula certa. Dizer não. Ficar em casa. Perder o
horário, mas chegar.</p>



<p>E como há tempos que não via, a nação reclama uníssona suas
perdas. Os dons que se foram, os trajetos que tiraram o sono, as dores que se
encontraram em um simples abandono. Assim acontece quando a pele consegue
sentir o mundo cobrando os nossos pecados, transformando os dias de sol em noites
frias e congelantes, já que o sistema nervoso controla os movimentos e insere a
tremedeira como resposta ao que não se pode imaginar.</p>



<p>Não foi a primeira vez que eu experimentei essa sensação tão
nobre, mas tão estúpida. Quisera eu jamais ter vivenciado a morte e seu gosto
amargo. Quisera eu ser inocente a ponto de acreditar que a vida é eterna. E
quisera eu não ter que eu ouvir que eu jamais ouvirei novamente.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Para você, Boechat, e para todas as pessoas que um dia habitaram este planeta e viveram no coração de alguém – como a minha querida mãe.</li></ul>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Dias estranhos</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/dias-estranhos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 Dec 2018 00:37:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[Parece que se passou um século, mas o calendário ainda nem pôde ostentar todos os]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Parece que se passou um século, mas o calendário ainda nem pôde ostentar todos os seus dias. Enquanto isso, o que se vivenciou foram tantas experiências que roubaram o ar, devolveram a dor e deixaram apenas algo: a certeza de que nada será igual novamente.</p>



<p>Os aviões levaram para longe as notícias boas e as risadas da madrugada. Os sonhos mudaram de apartamentos e ainda ficaram descontentes com pouco espaço para a imaginação. O que deveria ser família arrancou cada experiência da memória, devolvendo no lugar imagens distorcidas de meses que talvez não sejam apagados. Os inocentes abaixaram as cabeças, tendo que admitir que estavam errados apenas para sobreviver. Mas deixar o orgulho para trás foi necessário para se chegar até o próximo dia. </p>



<p>Durante os tempos incomuns, os sorrisos se entregaram às lágrimas.As paixões destruíram o futuro. E o que sobrou foi insuficiente. Como em uma música descompassada, as atitudes conseguiram desafinar a mais bela sinfonia que já se ouviu. As cordas arrebentaram e o estrondo do som machucou os tímpanos. O alvoroço do som contagiou as ruas, que bateram panelas ignorando a sua própria ignorância.</p>



<p>O sol não se pôs. A luz entrou pela janela durante a madrugada,tornando o sono uma eterna maldição. À noite, com olhos abertos e mente afiada,foi possível ser sufocado pelo ar que rasgava a garganta. A onipotência tomou conta dos sentimentos, produzindo castigos que condenavam a alma ao inferno. A eterna condenação pelos mais puros erros.</p>



<p>Na estrada para o futuro, onde os pecados tornam a caminhada vagarosa, a culpa é suficiente para se querer parar. Para se sentir deslocado.E para querer voltar para onde não há mais volta.</p>



<p>Já foi. Já aconteceu. Já foi&#8230; Os dias estranhos já estão aqui com suas nuvens cinzentas. Mas há alguns bem-afortunados que ainda enxergam alguns clarões de luz no meio da escuridão. Pena que eu não consigo ver.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Para quando você encontrar um novo amor</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/para-quando-voce-encontrar-um-novo-amor/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 16 Nov 2018 01:35:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[Dialogar consigo pode parecer irracional, principalmente quando um dos interlocutores ainda não existe. Mas talvez]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Dialogar consigo pode parecer irracional, principalmente quando um dos interlocutores ainda não existe. Mas talvez seja necessário avisar ao meu &#8220;eu&#8221; do futuro tudo que o meu &#8220;eu&#8221; do presente chegou à conclusão após superar um coração estilhaçado (porque partido é pouco para essa paixão avassaladora e seus estragos). A verdade é apenas uma: quando a paixão chega, esquecemos de tudo. Esquecemos de comer, de dormir, de nossos amigos, de sermos nós mesmos e, consequentemente, do passado. Entretanto, penso que talvez a próxima vez pode ser diferente se eu me lembrar de tudo que vivi, e me atentar que não devo mergulhar de cabeça sem saber a profundidade exata do rio.</p>
<p>O <strong>primeiro recado</strong> é: se ele gostar de você, ele virá atrás. Simples assim. Não crie histórias em sua cabeça de que é difícil ou que ele está passando por dificuldades. Ou ainda, que ele gosta de você, mas tem medo e, por isso, está parado. Isso não existe. Entendo que os homens amam de maneira diferente, entendo que eles passam por convenções de que o melhor é ser o pegador do que o apaixonado, entretanto, sejamos sinceras: os caras que realmente gostaram de você não fizeram joguinho, não é verdade? Eles ligaram, mandaram mensagem e você nem precisou pedir para que eles fizessem isso. Eles queriam ficar perto de você, te conhecer melhor e se esforçaram, nem que fosse um mínimo, para te encontrarem. E o que aconteceu com os demais? Você ligou e eles não retornaram; você chamou para sair e eles encontraram alguma desculpa para não te ver; eles simplesmente sumiram sem deixar rastros.</p>
<p>O <strong>segundo ponto </strong>é: também não faça joguinhos. Orgulho não faz bem para ninguém, sinceramente. Não tenha vergonha de mandar mensagem ou chamar para sair, mas saiba medir a dose. Você é a única a começar uma conversa? Bem, isso não parece legal. Você conta tudo sobre você e quer saber tudo sobre ele, mas o papo fica somente no cotidiano? Unh, isso parece esquisito, afinal, quando você gosta de alguém, você quer conhecer a pessoa, certo? Você chama para sair e ele nunca pode? Talvez seja a hora de parar. Manter-se nesse ritmo vai somente criar falsas esperanças, porque é isso que você sempre faz. E o pior: ele nem precisa te dar desculpas porque você as cria para ele. &#8220;Ele acabou de sair de um relacionamento&#8221;. &#8220;Ele trabalha demais&#8221;. &#8220;Ele não entendeu que eu gosto dele&#8221;.</p>
<p>A <strong>terceira dica</strong> envolve algo que você sempre estraga nesses momentos, que é a sua autoestima. Entenda: a maior parte das vezes, o problema não é você. E pode até não ser ele. Talvez realmente não fosse para ser, afinal, você já não conheceu pessoas legais que desejou ter gostado de maneira diferente só que não conseguiu? Ele não gosta de você porque você não parece uma super modelo, porque você está alguns quilos acima do peso, porque você perdeu cabelo ou porque é chata. Ele simplesmente não gosta. E sei que é difícil entender essa parte porque, de uma maneira louca, você sempre coloca a culpa em você. Você sempre se acha insuficiente e desinteressante, e isso apenas te leva a uma onda de tristeza sem fim. Acredite: o caminho não é esse.</p>
<p>O <strong>quarto lembrete </strong>relembra a importância de desistir. Sei que machuca saber que aqueles sonhos lindos não serão realidade. Não, ele não vai aparecer na porta da sua casa com flores, desculpas e com beijos apaixonados. Enquanto você já observou (com poucas pessoas) isso acontecer, vamos confessar que isso nunca aconteceu contigo e que, dificilmente, virá a ser uma realidade. Então, visualize pela última vez todas as histórias fantásticas que você criou, viva esse sentimento incrível na pele e se prepare para dizer adeus, mesmo que isso te faça chorar a noite inteira (várias, na verdade). Você não pode esperar para sempre por alguém que não virá. Tempo é precioso e, por mais que esse amor que corre em suas veias seja extremamente verdadeiro, ele é apenas teu. E não fique se perguntando: &#8220;E se ele mudar de ideia?&#8221;. Se ele mudar, você vê o que fará, e esse sofrimento prévio só vai piorar qualquer possibilidade de sucesso do romance.</p>
<p>O <strong>quinto recado</strong> é: tudo passa. Essa não é a primeira vez que você não vê mais graça em dias ensolarados, que você perdeu a foma ou que a vontade de ficar em casa chorando é maior do que tudo. Você vai superar. Pode demorar ou ser rápido, mas em breve, esse amor vai ocupar o lugar das belas lembranças e vai deixar seu coração mais leve para o futuro. Esse amor vai fazer parte da sua história, parte de quem você se tornou, mas não precisa te definir com tristeza. Observe o encanto de carregar um sentimento tão puro e honesto, se orgulhe por ter sido sincera consigo por deixar ele percorrer todas as células de seu corpo e simplesmente deixe ir. E quando você aceitar, a dor irá se esvaecer, e você estará pronta para novos futuros, novas possibilidades e novos amores &#8211; por mais que você acredite que isso não é para você.</p>
<p>O <strong>último ponto</strong> que não deve deixar de ser abordado é: se perdoe. Você fez por amor. Você amou. E para você, foi verdadeiro. Deixe esse sentimento ruim de lado e saiba que é muito melhor ser verdadeira do que viver pela metade. Não se culpe por suas escolhas, não se culpe por ter mandado aquela mensagem de madrugada ou por tê-lo aceitado novamente mesmo após ele fazê-la sofrer. Siga seu coração de maneira racional e tenha certeza: você será feliz. Mesmo que demore.</p>
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		<title>Eu desisto</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/eu-desisto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Oct 2018 00:34:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[Migalhas, eu vivi delas durante um bom tempo&#8230; E a verdade é que estou morrendo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Migalhas, eu vivi delas durante um bom tempo&#8230; E a verdade é que estou morrendo de fome. A inanição engana, se alimenta de tudo que é bom e deixa você sem nada. E confesso que, hoje, eu estou me sentindo sem nada. Afinal, foi tudo isso que você deixou, não foi? Ou apenas isso, se eu fosse utilizar a matemática correta da vida.</p>
<p>Você não sabe como eu ficava feliz quando nos encontrávamos. Meu sorriso bobo enchia meu rosto, mostrando mais dentes do que eu sabia que tinha. E você prestava atenção em mim durante uns cinco segundos, respondia o meu &#8220;oi&#8221; e seguia a vida. &#8220;Wow&#8221;, eu pensava, &#8220;ele ainda sente algo por mim&#8221;. E eu pensava isso enquanto você ria com seus amigos da situação, como se esperasse que eu aparecesse no meio da madrugada na sua casa para me deitar na sua cama e ser sua por algumas horas. Aliás, pensar que era sua, né? Era apenas isso que você pensava, isso quando cogitava algo.</p>
<p>A verdade era que você não sentia mais nada. Se algum dia eu tinha sido motivo de seus dias alegres, eu já não era mais há tempos. E mesmo assim, você me mantinha ali, por perto, alimentando o seu ego masculino. Como se você precisasse da minha energia para sobreviver &#8211; mas você transformava todos os meus esforços em nada.</p>
<p>Durante algum tempo, eu realmente pensava que, talvez, você ainda sentisse algo. Eu repetia para mim: &#8220;A situação é complicada&#8221;. E eu ficava esperando. E eu esperava. E decidia não esperar mais. Então, em uma lógica cósmica estranha, você sentia meu desejo de ir embora e aparecia. Era um &#8220;oi&#8221;, um comentário no corredor da faculdade, um bilhete que me passava no intervalo da aula&#8230; Teve aquela vez que sentamos na escada e conversamos por horas, quando eu realmente pensei que você gostaria de ser meu amigo. E eu juro que ficaria feliz com isso, mesmo. Mas no dia seguinte, você ficava monossilábico. Você nunca foi mal-educado, mas foi diversas vezes raso &#8211; tão raso que meus sentimentos transbordavam naquele lugar. Entretanto, a verdade é que nem isso você pode me dar &#8211; você não oferecia nada e eu ficava me doando, cada vez mais.</p>
<p>E eu demorei para reparar em tudo isso. Mentira, reparei sim, mas eu conseguia me enganar, mesmo com tudo que se passava na minha frente. Sou rainha em sonhar acordada, então, sempre eu achava algum motivo. E o motivo era como cada migalha que você jogava incendiava meu coração, palpitando emoções que eu jamais imaginaria que tivesse. Como você por simplesmente existir poderia fazer toda a diferença em minha vida. E nesses momentos as memórias voltavam tão vivas quanto a grama que eu tocava no jardim de casa: nossos beijos risonhos, nossas mãos entrelaçadas, nossos corpos conectados na mágica mais perfeita que eu já presenciei. Eu sempre achava que eu e você éramos para ser.</p>
<p>Bem, eu sempre arranjava as minhas desculpas. Sempre te dava prazos e mais prazos, um monte de datas imaginárias para você descobrir que tinha sentimentos por mim. Primeiro, eu falei que seria dezembro. Em dezembro, aumentei para fevereiro &#8211; o deadline tinha que ser justo, né? Fevereiro, bem, tem carnaval, então, por que não ser após o dia dos namorados? E perto do dia dos namorados, você me perguntou o que eu faria. Engoli o orgulho e respondi um veemente nada. Afinal, quando a vida lhe dá as oportunidades que você sempre quis, você não vai deixá-las passar, né? Porém, adivinha o que era? Era você marcando aquele território básico do final de semana. Você perguntou, eu respondi e ficou por isso mesmo. A não ser que você estivesse esperando eu te chamar para sair, né?</p>
<p>Isso eu não faria, admito. Não por orgulho, mas porque eu já tinha feito anteriormente. Eu já tinha aberto meu coração e falado o quanto você ainda era importante para mim. Até cheguei a escrever uma carta expondo tudo que eu sentia. Eu te mandei os meus sentimentos em um embrulho de notas, palavras e com a sinceridade inocente de quem reconhece que a vida acontece apenas uma vez. Então, você me deu em retorno um sorriso, um abraço e eu fiquei sem entender o que você queria dizer com essas atitudes.</p>
<p>Hoje, 10 meses após tudo que aconteceu, vejo que meu corpo e minha mente não aguentam mais. A fome levou o melhor de mim, destruiu meu coração sem dó e deixou apenas um vazio incomensurável. E admitindo a derrota e que não posso aceitar menos, eu desisto. Eu desisto de ficar esperando por você. Eu desisto de me alegrar com suas estadias tão passageiras. Eu desisto de sobreviver com a alegria dos sonhos de quando eu tenho os seus sorrisos, e desisto da tristeza de sentir falta de seus abraços. Eu desisto de você, mesmo que isso signifique desistir da parte mais bela de mim.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Respiração</title>
		<link>https://sinceramente-eu.lusalvaro.com.br/respiracao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[lusalvaro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Jul 2018 02:02:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[little writings]]></category>
		<category><![CDATA[Sinceramente eu]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão já estava tomada. Não cabia a ela. Não havia o que ser feito.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A decisão já estava tomada. Não cabia a ela. Não havia o que ser feito. Outra vez, teria que aguentar, teria que se anular, teria que apenas sobreviver.</p>
<p>Ela já passara por dias assim. Dias em que o sol fervente lá fora não esquentava os sentimentos sofridos do peito. Dias em que tudo que ela queria era se perder no tempo e espaço, em suas memórias imperfeitas e em suas vontades ilógicas. Dias em que as lágrimas caíam de maneira tão fácil que era difícil esconder o rímel borrado. Dias em que a a dor sufocava a ponto de ficar sem ar. Dias em que tudo, tudo que ela queria era não ser ela. Ah, esses dias&#8230;</p>
<p>Novamente, suas amigas avisavam: &#8220;respire&#8221;. Como se apenas o exercício de inspirar e exalar fosse suficiente para dar vida para aquele corpo cansado, morada da dor. Respirar não era fácil, mas era necessário. Então, ela o fazia. Ela respirava. Ela tentava mudar seus pensamentos. Ela buscava entender como desistir novamente de ser apenas quem era.</p>
<p>&#8220;Desista, garota, desista&#8221;. E mais uma vez, ela deu adeus aos sonhos e abraçou seu travesseiro. Não cabia a ela. Não havia o que ser feito. E quando ela achou que iria viver, bem, descobriu que, outra vez, era apenas sobreviver&#8230;</p>
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