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	<title>boechat &#8211; Sinceramente, eu</title>
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	<description>Um blog sobre tudo e nada</description>
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		<title>Irrealidade ilógica</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Feb 2019 01:07:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Irrealidade ilógica Há momentos em que as palavras engasgam na garganta. Momentos como hoje, quando]]></description>
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<p><strong>Irrealidade ilógica</strong></p>



<p>Há momentos em que as palavras engasgam na garganta.
Momentos como hoje, quando o presente explodiu ao colidir com um caminhão,
resultando no silêncio ensurdecedor que calou uma legião com a certeza que não
haverá futuro. Histórias que se cessam banhadas em fogo, destruindo almas
impróprias com suspiros ofegantes e desorientados. E que por fim, repousam
longe e são regadas pelo sofrimento alheio, que enxerga naquele paradoxo a exatidão
da vida e a imperfeição do destino.</p>



<p>Esperanças são devoradas. E o medo vagueia os pensamentos. A
certeza da incerteza, a possibilidade da impossibilidade. Tudo parece cruel e
voltar ao tempo se torna a fórmula certa. Dizer não. Ficar em casa. Perder o
horário, mas chegar.</p>



<p>E como há tempos que não via, a nação reclama uníssona suas
perdas. Os dons que se foram, os trajetos que tiraram o sono, as dores que se
encontraram em um simples abandono. Assim acontece quando a pele consegue
sentir o mundo cobrando os nossos pecados, transformando os dias de sol em noites
frias e congelantes, já que o sistema nervoso controla os movimentos e insere a
tremedeira como resposta ao que não se pode imaginar.</p>



<p>Não foi a primeira vez que eu experimentei essa sensação tão
nobre, mas tão estúpida. Quisera eu jamais ter vivenciado a morte e seu gosto
amargo. Quisera eu ser inocente a ponto de acreditar que a vida é eterna. E
quisera eu não ter que eu ouvir que eu jamais ouvirei novamente.</p>



<ul class="wp-block-list"><li>Para você, Boechat, e para todas as pessoas que um dia habitaram este planeta e viveram no coração de alguém – como a minha querida mãe.</li></ul>
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