Entre tantas histórias de amor

De loucuras, de paixão

Sinto-me uma ave sem asas

Sinto-me uma alma sem coração

As lembranças que carrego

São delírios de meus sonhos

Figuras que inventei

com a minha amiga Solidão

 

O passado era um gesto

Algo para a convenção

Meus medos, carrego comigo

Junto com a imperfeição

 

Ainda sinto o sol em minha face

Ainda sinto o vento ao meu redor

E eu que acreditava

Que nada poderia ser melhor…

 

Mas surgiu dentro de mim

Uma nova pessoa, irreal

Ela é a minha idealização

E eu não deveria sobreviver

Ah, em meus sonhos!

Nada temo,  tudo amo

Ainda escrevo, ainda ganho

 

Ontem, Solidão e eu nos abraçamos

À luz do luar

Esperando que exista outra vida,

imaginando outro lugar…

 

Eu estou indo para as estrelas,

perder-me no infinito céu

Bailar em suspiros

e na realidade cruel

 

Realidade, realidade

Cadê tua essência em meu ser?

Nada além da maldade

e do ódio aqui estão

Cadê a vontade de viver?

Foi-se embora junto com a lealdade

de uma triste estrla

que nunca brilhou

 

Escrito originalmente em 12 de abril de 2001.