Adeus, amor
A face pálida e as mãos gélidas
Pousadas em teus cabelos borboletas e larvas
Em teus lábios o azul aparece
Apesar do rosa do batom
Os teus olhos cerrados e as tuas pernas imóveis
Palavras e respirações pairam sobre o teu caixão
Lágrimas apodrecem a madeira
Que te levará para longe de mim
Jasmins como você gostava
Perfumam o ambiente
Teus últimos minutos sofridos
Escondidos pelas vestes brancas
pelos véus rosas que circundam teus punhos
As promessas que jamais esperava que cumpririas
Acabaram sendo o teu fim
Teu fim, sem meio feliz, nem começo
Sofreste mesmo sorrindo,
foste forte, mais do que eu
Abandonaste as mentiras sinceras
Escolheste ser inatingível
escolheste ser fria e a aceitar tudo que viesse
Escolheste ir…
E agora, que nossas últimas palavras foram dolorosas
Meu orgulho me mata aos poucos
Eu te perdi eternamente,
jamais te terei novamente…
E agora, vejo meus erros
Fui fraco, quis te deixar
Mas sem você sou mais vulnerável…
Ah, tu sabias que eu iria chorar!
Tu sabias que eu iria sofrer!
Só não sabias que para sempre eu iria te amar…
Como te queria de volta, mas já é tarde
Queria teu sorriso, que voltará nunca à tua face
Queria a tua voz suave
Queria poder te amar novamente,
queria mais uma chance,
e desta vez não iria errar…
* Escrito em 11 de abril de 2003










