Pode descerrar seus punhos enquanto observa as lágrimas secando

Pode deixar o ar entrar e rasgar seus pulmões enquanto observa as palavras machucando

Aquelas mesmas palavras que você já disse desenfreadamente

Aquelas mesmas palavras que você gritou descaradamente

O vazio que habita sua alma. O vazio que preencheu seu coração.

 

Pode jogar fora todas as lembranças enquanto lembra de algo que não aconteceu

Pode fazer fogueira das fotos que eternizaram algo que alguém esqueceu

Aquelas mesmas imagens que traziam a delicadeza de um mundo de promessas

Aquelas mesmas imagens que traziam sua inaptidão confessa

O medo que age por você. O medo que contagiou seus dias.

 

Pode rastejar entre seus erros enquanto ostenta sua arrogância

Pode ser imatura enquanto confessa seus acertos como uma criança

Aquelas mesmas mentiras que você carrega como um fardo em seu peito

Aquelas mesmas mentiras que apenas vangloriam todo o desrespeito

A dor que te leva embora. A dor que faz você ficar.

 

Pode assumir sua inocência enquanto esbarra na multidão

Pode fechar os olhos e trincar os dentes como sinal de rebelião

Aquelas mesmas esperanças que fizeram você sucumbir ao erro

Aquelas mesmas esperanças que levaram tudo e deixaram apenas desespero

O final que você achou que era seu. O final que acabou com tudo e você não entendeu.

O final que levou seu último suspiro. O final que resultou em um coração partido.

O final que você nunca escolheu.