Ah, o amor…
Ah, sereno amor, que me oferece o mundo inteiro em um abraço
Risonho em beijos e escondido entre afagos
Preciosa personificação da felicidade
Que faz-me sentir inteira na ausência, que faz-me sentir inteira na presença
Calor intenso que incendeia minha pele da maneira mais confortável
Consumindo meu ser inteiro em explosão de vivacidade
Amor louco, que rouba meu sono
Traz devaneios de nossos corpos cansados
Encontro perfeito de duas almas perdidas
Morada certa de meus dias afoitos
Quando cheio de pressa você me enrola em sua insensatez
Exaltando o instante da atração eterna
Levando o ar de meus leves pulmões
Amor traiçoeiro, que enche meu ser com esperanças
E me rouba a juventude de maneira desesperada
Brinca com o vazio dos corações partidos
Amaldiçoa a noite, o dia, e restando apenas a madrugada
Deixa-me enrolada em lençóis sujos e tempos perdidos
Páginas manchadas de lágrimas em meus diários
Dias que cessam com tudo que eu havia ganhado
Ah, amor criança, que ri ao me ver
Esconde a inocência que só se entende no toque de pele
Traz a paciência da eternidade
Brinca pelas ruas como uma paixão adolescente
Ri em minha boca com a euforia da beleza
Embalando minhas noites com a tranquilidade do futuro
Amor rubro, que me cega para a vida
Corre pelas veias e rouba meu sangue
Intenso como um vendaval de verão
Alaga meu coração com a imensidade de um mar
Único como uma noite estrelada no meio da cidade
Acontece apenas uma vez e me entope de promessas descaradas
Vai embora e deixa para trás a incerteza de dias melhores
Amor perfeito, que me afaga em sua plenitude
Me conquista por sua beleza singela, me enche com sua quietude
Vê em mim a perfeição nos dias cinzentos
Me entrelaça na serenidade
Caminha cansado com destino despreocupado
Me faz não sentir mais nada
Só amor










