Soneto sem Destino
Ah, se eu pudesse lembrar
De tudo que me ocorreu
Se eu pudesse explicar
E encontrar tudo que se perdeu
Se eu escrevesse
E as linhas fossem totalmente transparentes
Se as loucuras que eu invento
Fossem além da minha mente
Se a vida fosse como rio
Corresse sem destino
Como um animal no cio
Se a felicidade existisse
Além do imaginário
Como alguém me disse
* Escrito em 21 de março de 1997










