Era frio, era julho e era noite. O frio na barriga estava lá e não era ocasionado pela temperatura, que girava em torno de 5ºC. Era a espera, que sussurrava ideias em meu ouvido como se fossem certas. Ah, mas essas ideias sempre me confundiam, consumindo meus sentimentos e me levando a caminhos indeterminados. Mas elas também me acalentavam, fazendo com que fosse quase possível tocar nos sonhos impossíveis, a familiaridade de um destino improvável.