Poesia Freudiana
Uma moeda por teus pensamentos
Para entrar nos sonhos alheios
Para descobrir o que fazer
Para jamais me arrepender
Roubei a morte, troquei pela vida
Os cortes sangrentos que me seguem no espelho
As lágrimas que irradiam de meus olhos
Mais uma vez, a saudade esquecida
Serei apenas a verdade que mente
Que finge ser forte para chorar de alegria
Em dias de festa ou de folia
Enquanto sigo os carros em direção ao funeral
Minha alma está morta e meu corpo respira
As olheiras e o cansaço alimentam-se de álcool
Minha mente gira em uma eterna aventura
A ilusão de que algum dia eu talvez consiga escrever
O soro que recebo em minhas veias
Os fios que me mantém viva
Meras tristezas fantasiadas de alegria
Vivendo em um eterno carnaval
Explodindo como serpentina que saberá que cairá no chão
Para ser pisoteada depois de enfeitar o salão.
Sem data original. Escrita antes de 2004.










