Uma moeda por teus pensamentos

Para entrar nos sonhos alheios

Para descobrir o que fazer

Para jamais me arrepender

 

Roubei a morte, troquei pela vida

Os cortes sangrentos que me seguem no espelho

As lágrimas que irradiam de meus olhos

Mais uma vez, a saudade esquecida

Serei apenas a verdade que mente

Que finge ser forte para chorar de alegria

Em dias de festa ou de folia

Enquanto sigo os carros em direção ao funeral

 

Minha alma está morta e meu corpo respira

As olheiras e o cansaço alimentam-se de álcool

Minha mente gira em uma eterna aventura

A ilusão de que algum dia eu talvez consiga escrever

 

O soro que recebo em minhas veias

Os fios que me mantém viva

Meras tristezas fantasiadas de alegria

Vivendo em um eterno carnaval

Explodindo como serpentina que saberá que cairá no chão

Para ser pisoteada depois de enfeitar o salão.

 

Sem data original. Escrita antes de 2004.